sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Se não posso mudar “Rir é o melhor remédio”

É assim que o programa de humor Toma Lá da Cá, exibido toda terça feira na Rede Globo trata as questões sociais. Toma lá da cá possui um elenco com atores renomados e com potenciais reconhecidos na televisão Brasileira, como é o caso de Miguel Falabella que também escreve o programa destinado aos maiores de 14 anos.
O texto sempre conta histórias pitorescas sobre regionalismo, homossexualismo, violência envolvendo classe de baixa renda, sexo, família e muitos outros temas que são protagonizados em algumas vezes de forma satirizada.
O programa trata de jeito bem humorado o sexo como algo natural que diverte dentre outras infinidades de coisas. Os personagens discutem o sexo com a família fugindo dos padrões familiares e o tornando banal.
A falta de emprego, a precariedade educacional, a falência da instituição familiar e a crise financeira mundial, são assuntos também pautados pelo programa. Essa realidade é mostrada de maneira engraçada, mas em alguns momentos ridicularizando as pessoas que não tiveram acesso a educação e por esse motivo falam errado. Afirma que quem mora na favela é violento e banaliza a instituição família que aos poucos vem se deteriorando justamente com a contribuição destes tipos de programas.
Mostra também que para quem não possui emprego a crise financeira é uma dificuldade a mais enquanto para os empregados se torna um risco. Já para os autônomos a procura pelo serviço diminui na temporada de crise o que na realidade não é diferente.
Vale ressaltar que o programa consegue fazer graça representando aquela relação antiga entre genro e sogra que já está ultrapassada e apelam para a gritaria.
Assim como todo e qualquer programa, Toma lá da cá consegue influenciar sim no comportamento de quem o assiste. É o modo de falar, que se vê comentando na rua como, por exemplo: “Lá em Pato Branco e daí”, “Prefiro não comentar” que são reproduzidos de boca em boca por quem não percebe que está sendo utilizado pelo meio de comunicação de massa que tenta definir como devemos ser.

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