terça-feira, 25 de agosto de 2009

Caminho das Índias









Fernanda Gomes

A Trama trás para a televisão, um enredo com temas que vão desde o amor, a sanidade e a loucura. Uma história cheia de contrastes com crenças e valores distintos entre ocidente e oriente.
A paixão proibida entre dois indianos de origens diferentes chama a atenção centralizando praticamente toda a trama.


A novela apresenta com muita propriedade uma diversidade de temas, entre eles estão: Doenças, sentimentos e ações negativas, amor e relacionamentos, saúde mental, cultura indiana, violência entre outros. Cada um desses assuntos é discutido com um pouco de realidade e ficção. Algumas vezes informa, outras corrompe. Como o caso da violência e traição. O comportamento entre mulheres traídas, que deveriam no século em que vivemos ser tratado sem violência, a novela diz que é com vingança, agressões que se resolve.


Por outro lado a trama faz essa relação entre culturas e valores que faz com que o telespectador busque um ponto de identificação entre elas. Na índia o Dálit , considerado um intocável, é trado com tanta humilhação que lembra os mendigos existentes nas nossas cidades que não são tocados não por serem dalits, mas por serem sujos.


É um preconceito que distancia as pessoas seja ele por cor, raça, classe social ou até mesmo por doença. Caminho das Índias pauta a esquizofrenia, uma doença assim como outras, que não escolhe classe social, e mostra a realidade de um esquizofrênico que precisa lutar contra a doença e ao mesmo tempo contra o preconceito. Uma discussão sensata e importante.

Vale ressaltar que a novela dá uma importância desnecessária para questões como crime de falsa identidade, o mundo dos ricos que atravessam o continente com uma facilidade tremenda e que representa apenas uma pequena parte do nosso Brasil, mostrando o tamanho da diferença entre essas classes sociais. Deixa o pobre cada vez mais descrente de que para se viver não basta apenas ter pão na mesa todos os dias, mais precisa também esbanjar dinheiro comprando carros caríssimos e viajando pelo mundo afora. Que ter dignidade não basta, precisa ser psicopata, pra conseguir o que quer.


Além disso a novela, o meio pela qual é exibida, tenta impor que o telespectador consuma os produtos apresentados de forma subliminar, caso contrário é um fora de moda. Assim como o modo de falar, de se vestir, de se comportar e pensar, que também é influenciado pela trama.

AREBABA!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

“O quarto poder” e “Muito além do cidadão Kane”

O filme, O Quarto Poder, do diretor Costa Gravas, conta à história do repórter Max Brackett (Dustin Hoffman). Num dia comum, em que ele cobria uma matéria em um museu sobre a falta de pagamento dos funcionários, o ex-funcionário Sam Baily (John Travolta) invadiu o lugar e fez de reféns algumas crianças que estavam no local.Enquanto isso, o repórter que estava no banheiro, viu que não poderia perder a oportunidade de fazer uma matéria exclusiva e fez seus contatos com o jornal onde ele trabalhava. Mas a notícia foi se espalhando e várias emissoras de TV já estavam na frente do museu, prontas para saberem mais sobre o que estava acontecendo lá dentro. O repórter ofereceu ajuda a Sam dizendo que poderia limpar sua barra, cobrindo a matéria e provando que ele era inocente.O filme discute o poder da mídia sobre a opinião pública, fazendo uma espécie de jogo com as suas emoções. Quando as emissoras exibiam imagem positivas de Sam, o público ficava a favor dele, mas quando outras redes divulgavam imagens denegridas, o público se posiciona contra. Pode-se perceber também, sensacionalismo no filme, quando o jornalista em vez de ajudar Sam, manipula a informação para prejudicá-lo.O jornalista passou por cima da ética, pois sua missão era de informar a verdade. Percebe-se isso quando são editadas entrevistas feitas com a família de Sam, de forma a parecer que todos estavam contra ele. Costa Gravas discute o poder e a manipulação da mídia para favorecer os interesses de terceiros, e em busca da conquista de audiência. Na verdade, a imprensa é o primeiro poder no momento de construir uma imagem e também de destruí-la, não importando se para isso irá prejudicar pessoas e atrapalhar vidas.Já o documentário, Muito além do cidadão o documentário mostra, o domínio crescente da TV Globo na imprensa brasileira envolve contratos ilegais com empresas estrangeiras, um apoio incondicional aos governos ditatoriais no Brasil e tudo o que estiver a seu alcance para garantir seus interesses — o que inclui até a manipulação de debates políticos para eleger o governo, como ocorreu no caso Collor de Mello. Mais do que isso, o filme explica como funciona a política brasileira de comunicações e os critérios arbitrários pelos quais se concedem e renovam as concessões de canais de televisão e rádio. Para ser sincera eu ainda não tinha lido sobre a existência deste documentário, mas já havia percebido o domínio e a manipulação da informação pela rede globo.
Fontes: http://criticanarede.com/kane.html e http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/cultura/setedicao/cultura4.htm

Olá amigos,
Estou de volta com este blog para darmos uma nova cara a ele. A partir de agora com a sua ajuda, é claro, vamos mostrar os caminhos, os horizontes que a arte pode proporcionar as nossas vidas. Este será nosso ponto de encontro para discutirmos questões relacionadas aos mais variados assuntos que envolve a arte. Fiquem todos avontade para opinar e contribuir com as discussões.
Um grande abraço!!!