terça-feira, 24 de junho de 2008

O som do rabisco
Ou como escutar uma imagem


Um rabisco se desenha na tela do computador. Ao mesmo tempo, um som se desenha nos ouvidos de quem vê o rabisco. Um novo traçado na tela e um novo desenho sonoro é escutado. Uma imagem que não contempla apenas a visão, mas também a audição. É exatamente isso que propõe o compositor e matemático Jônatas Manzolli com o programa Rabisco.

Criado pelo Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (Nics) da Unicamp - do qual Manzolli é coordenador -, o Rabisco é um software capaz de hibridizar imagens e sons, transformando desenhos em música. Segundo Manzolli, a estrutura complexa da imagem não acompanhava a complexidade da música. "O Rabisco fez o casamento entre a imagem digital e a música digital", afirma. "Com ele foi possível criar um domínio sobre essas duas formas de arte, permitindo manipulá-las." A manipulação e a execução das obras mediadas pelo software são realizadas em performances ao vivo, que abrem margem, assim como outros estilos musicais, à improvisação.

De forma semelhante a outros instrumentos musicais, o Rabisco proporciona toda a liberdade de construção sonora, mas, também como outros instrumentos, segue uma lógica de execução. À medida que os rabiscos - que na verdade são projeções de vetores - sobem verticalmente, o som tende a se tornar mais fraco, e, quando o traçado recai horizontalmente à direita, o som adquire um caráter mais agudo, sempre criando seqüências de notas de acordo com a escala musical.

Emoções artificiais?
O Rabisco foi inicialmente voltado para a área do ensino musical com o intuito de incitar a percepção de crianças sobre as relações existentes entre espaço e som. Com seu desenvolvimento, o programa passou a ser utilizado atualmente para construir obras sonoro-imagéticas, como Treliças IV: Rabiscos para Piano, Percussão e Imagens Interativas, peça de 11 minutos e meio, dividida em cinco movimentos e com sonoridades de instrumentos tipicamente brasileiros, como o caxixi, o pau-de-chuva, o reco-reco e a cuíca.

A formação matemática de Jônatas Manzolli influenciou diretamente não somente na criação de suas composições, mas também no próprio processo de construção de programas de computadores que intermedeiam a relação entre homem e máquina e entre máquina e máquina, como é o caso do Rabisco. Para Manzolli, a grande questão é conciliar os objetivos formais da matemática com os objetivos informais da música, mas adverte: "Muitos usam a matemática para definir a música, acho isso um erro. A matemática é uma boa ferramenta para produzir sistemas abertos, como o Rabisco, nos quais é possível interagir e criar livremente".

E se a matemática e o computador transmitem a idéia de frieza e racionalidade, Manzolli rebate: "O significado musical nasce do embate entre a estrutura e o significado representacional das emoções do compositor. Isso concilia razão e emoção". Razão e emoção em rabiscos e sons.

Por André Seiti
"A arte e nada mais que a arte!
Ela é a grande possibilitadora da vida,
a grande aliciadora da vida,
o grande estimulante da vida.
A arte como única força superior
contraposta a toda vontade de negação da vida,
como o anticristão, antibudista,
antiniilista 'par excellence'.
A arte como a redenção do que conhece
- daquele que vê o caráter terrível
e problemático da existência,
que quer vê-lo, do conhecedor trágico.
A arte como a redenção do que age
- daquele que não somente vê o caráter terrível
e problemático da existência, mas o vive,
quer vivê-lo, do guerreiro trágico, do herói.
A arte como a redenção do que sofre
- como via de acesso a estados onde o sofrimento
é querido, transfigurado, divinizado,
onde o sofrimento é uma forma de grande delícia"
[Nietzsche]

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Resenha do livro Novas Mídias da Arte Contemporânea

Resenha do livro Novas Mídias da Arte Contemporânea
Autor: Rush, Michael

A arte moderna - ao refletir e definir novos desenvolvimentos tecnológicos, científicos e intelectuais - ampliou radicalmente as mídias convencionais da escultura e da pintura. Seguindo idéias inovadoras sobre representação e o uso livre de materiais no Cubismo, Futurismo e Surrealismo - particularmente na obra de Duchamp -, artistas abandoram a adesão estrita às hierarquias tradicionais das mídias e adotaram qualquer meio, inclusive o tecnológico, que melhor atendesse aos seus propósitos.

Sobretudo nos últimos 50 anos, idéias sobre tempo e duração reintegraram a narrativa à arte - por meio do vídeo e da produção de filmes -, a teatralidade da arte de Happenings - performance e instalação -, fotografia com manipulação digital e realidade virtual. Este livro analisa os artistas mais influentes do cenário internacional - Eadweard Muybridge, Robert Rauschenberga, Bill Viola e Pipilotti Rist - e as obras básicas que transformaram radicalmente o mapa do mundo da arte. Com 228 ilustrações, 104 em cores.
Fernanda Gomes
Artes Visuais
Xapuri

domingo, 25 de maio de 2008

DNA DE ARTES: Clube da Leitura

DNA DE ARTES: Clube da Leitura

http://www.clubedaleitura.org/page/4/

Clube da Leitura

Clube da Leitura
Encontrei este site em uma das minhas pesquisas. Achei-o interessante para os acadêmicos principalmente de Artes. Ele sugere livros e artigos atuais sobre uma variedade de temas em especial cultura. Divulga também os lançamentos de livros com resenhas e algumas obras para baixar.
Coloquei um link para que possamos acessar sempre e estarmos atualizados dos livros em lançamentos e caso necessitarmos de resenhas e artigos porpostos nos nossos estudos.

Acessem.

Boa leitura.
Fernanda Gomes

Descubra pequenos artistas em sua sala de aula
Matérias relacionadas
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Em maio deste ano, o Manifesto Antropofágico do escritor paulistano Oswald de Andrade completa 80 anos. O texto foi inspirado na tela “Abaporu”, um presente de Tarsila do Amaral a Oswald, na época seu marido, e tentou quebrar a idéia de aceitar tudo o que vem de fora, que é estrangeiro.
Todas essas informações podem – e devem – ser tratadas com seus alunos. E por que não inovar na hora da apresentação?
Um passeio pelas artes plásticas propõe exatamente isso: levar os alunos para um mundo mágico, onde eles poderão vivenciar e trabalhar com formas e cores.
Após conhecer os diferentes tipos de arte, as crianças estudarão mais a fundo o “Abaporu”, obra de Tarsila. Por fim, vão elaborar um trabalho no computador, utilizando o Paint Brush e expor para todos verem.
Com certeza essa mistura entre arte e tecnologia vai descobrir muitos pequenos artistas. Aproveite a idéia e bom trabalho!
Por Adriana de Souza

domingo, 11 de maio de 2008

















Ás Mães!








Música a Era dos Interligados




A Era dos Interligados
Composição: Fernanda Gomes

Não dá para dizer
Que não deixou recado
Porque tudo se pode ter
Nesta era de interligados

No dia que você saiu,
Esqueci a webcam ligada
É a prova de que não se interessou
Em me manter bem informada.

Na escola que você estudou
Eu me transformei em doutorada
Agora não me enrole não,
Que a vida lá está conectada.
U uuuu... conectada!


Fernanda Gomes
Artes Visuais
Xapuri









Educação e as novas tecnologias

As tecnologias integradas na escola criam uma nova sociedade, novos ambientes de trabalho, novos ambientes de aprendizagem um novo tipo de aluno que precisa de um novo tipo de professor, em especial o professor de artes que trem como desafio ser sempre criativo, afinal não existe arte se não criar.

As tecnologias de informação estão cada vez mais interativas, pois permitem a interação dos seus usuários (que não são mais só receptores) com recursos que lhes permitem escolhas e caminhos diferentes, como o vídeo interativo, a TV a Cabo, os programas de multimídia, e a Internet. São tecnologias que permitem a elaboração e manipulação conjunta de conteúdos específicos por parte do emissor (professor/aluno) e do receptor (aluno/professor), codificando-os, decodificando-os, recodificando-os conforme as suas realidades, as suas histórias de vida e a cultura em que vivem; permitindo uma comunicação mais dinâmica, alternando os papéis de emissor (professor/aluno) e receptor (aluno/ professor), de ensinante e aprendente, como co-protagonistas e colaboradores da ação educativa.

Incorporar de forma inteligente as tecnologias interativas significa: adotar uma postura positiva e interdisciplinar em relação à tecnologia; manter as características identificadoras da cultura popular e nacional; trabalhar com as tecnologias de informação e de comunicação como elementos emancipatórios na prática pedagógica.



(Atividade do wiki)
Fernanda Gomes
Artes Visuais
Xapuri - Acre

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O mundo é grande e cabe
Nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
Na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
No breve espaço de beijar.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Educação e Arte



Quadro: “A Lua” de Tarsila do Amaral
Educação e Arte

O Que é Educação Artística? É só Pintura?
No contexto escolar a matéria correspondente a educação artística não está apenas restrita a forma da arte plástica não, abrange também a arte cênica também, o teatro é tão importante quanto o ato de escupir, desenhar ou fazer uma pintura qualquer.
O problema em escolas públicas é conseguir prender a atenção dos alunos ou bem pior ter "o dinheiro" para poder por isso em prática, mas como um aluno devemos exigir dos nossos professores que seja explorado mais esta matéria, pois ela é tão importante na formação de uma pessoa quanto Matemática, Português e outras matérias.
A vontade deste editor é de deixar bem claro que considero todas matérias de extrema importância e é isso que defendo.

Veja links relacionados:

Brasil Escola - Informações sobre a arte e a história da arte.
Pintura - Interessante texto da Wikipédia, trazendo informações sobre a história da pintura e como foi desenvolvida.
História da Arte - Site infantil que traz informações sobre as Artes focadas as Crianças.
Teatro brasileiro - Site muito interessante sobre o teatro e a importância do teatro no Brasil, vale a pena conferir.