É fato que a
tecnologia está cada dia “invadindo” a vida das pessoas que passaram a depender
exclusivamente dela para comunicar-se. O processo de adaptação e adesão aos
avanços já é uma realidade, basta direcionarmos os nossos olhos para a questão,
que veremos, por exemplo, a igreja realizando suas pregações através de shows
em canais televisivos. A bíblia hoje é virtual, um aplicativo para o celular.
As manifestações de carinho pela passagem do aniversário ou demais datas
comemorativas são enviados via facebook e até mesmo noticias extremamentes
pessoais passam a serem compartilhadas.
Tudo acontece em
torno do mundo tecnológico, porém, resta-nos saber se este meio vem sendo utilizado
para o bem comum daqueles que tem acesso e dos que mesmo involuntariamente são incluídos
no mundo da tecnologia da informação e da comunicação.
Considerando que
essas mídias estão em todas as camadas sociais e que as pessoas estão tendo
acesso a elas desde crianças podemos no atentar para o potencial de formação de
valores e senso comum que essas ferramentas podem oferecer aos pequenos e
jovens de hoje que vivem entre a disputa existente entre os ensinamentos
familiares, os games que determinam o vencedor o melhor e os aplicativos mais
“maneiros” que às vezes impedem nossos jovens de receber um gesto de afeto,
como um abraço, um beijo, um afago. Além, disso as gerações estão passando por
um processo de transição onde falar com o filho ou até mesmo com o aluno era
oralmente, ao vivo.
Hoje falamos com os
jovens com fones de ouvido, com os olhos vidrados no smart fone, no computador
ou na televisão. Vejo que ainda é bem difícil acostumar-se com esse cenário,
porém, chegou à hora de inovarmos e nos adaptarmos para esta realidade, caso
contrário, perderemos a chance de usufruir de um meio tão atraente para se
comunicar com a juventude, colaborando com a formação de jovens que participam
do mundo tecnológico com uma postura crítica, inteligente, criativa e
humana.
Fernanda Gomes