sábado, 19 de setembro de 2009

Xapuri a Arte em sua História



Berço da Revolução Acriana e símbolo das grandes lutas pela a preservação do meio ambiente Xapuri têm muito que apresentar a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer essas e outras histórias. O Vídeo “Xapuri a Arte em sua História” tem o propósito de apresentar alguns pontos turísticos da cidade que possuem em seus acervos – Seja tombado como patrimônio ou de caráter particular - registros de fatos importantes acontecidos no local.

A produção artística local é toda voltada para os fatos históricos bem como seus monumentos. Foram coletadas algumas imagens e entrevista relacionando a história com a arte permitindo revivê-la em sua diversidade.

A tentativa é chamar a atenção da sociedade e principalmente dos apreciadores e pesquisadores para o amontoado de peças que por si só já proporcionam uma viagem ao passado revivendo a saga do seringueiro, que em sua maioria foram os responsáveis por tornarem o Acre um Estado Brasileiro.

O museu do “Prezado” possui um acervo com objetos e peças de arte importantes para o resgate da história da região e que, no entanto, não é dado o devido reconhecimento por parte das instituições cabíveis.

Xapuri causou repercussão a níveis nacional e internacional por lutar contra o desmatamento na Amazônia e em Especial no Acre através da luta e morte do líder sindical e ambientalista, Chico Mendes. Grandes empates ocorreram na época para não haver a queda das árvores, o que foi inevitável, pois, uma cidade que já foi considerada a princesinha do Acre, hoje, devido a descontinuação da busca por um desenvolvimento sustentável ‘real’ tornou-se a “a gata borralheira” da história.

A prova disso é quando o vídeo mostra o encontro dos rios Xapuri e Acre desbarrancando, rasos e com águas sujas, contrastando a história de que em suas margens haviam as mais belas praias do estado.

Com a certeza de que este vídeo consiga despertar nas pessoas o interesse em conhecer, preservar, incentivar e reconhecer estes espaços como potenciais artístico e turístico na região, esperamos que esse trabalho seja uma semente jogada em terra fértil.

Grupo: Everaldo Severino, Fernanda Gomes, Maria de Fátima, Maria Leoci e Vilton Reis



Vídeo-arte Turismo em Xapuri

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Se não posso mudar “Rir é o melhor remédio”

É assim que o programa de humor Toma Lá da Cá, exibido toda terça feira na Rede Globo trata as questões sociais. Toma lá da cá possui um elenco com atores renomados e com potenciais reconhecidos na televisão Brasileira, como é o caso de Miguel Falabella que também escreve o programa destinado aos maiores de 14 anos.
O texto sempre conta histórias pitorescas sobre regionalismo, homossexualismo, violência envolvendo classe de baixa renda, sexo, família e muitos outros temas que são protagonizados em algumas vezes de forma satirizada.
O programa trata de jeito bem humorado o sexo como algo natural que diverte dentre outras infinidades de coisas. Os personagens discutem o sexo com a família fugindo dos padrões familiares e o tornando banal.
A falta de emprego, a precariedade educacional, a falência da instituição familiar e a crise financeira mundial, são assuntos também pautados pelo programa. Essa realidade é mostrada de maneira engraçada, mas em alguns momentos ridicularizando as pessoas que não tiveram acesso a educação e por esse motivo falam errado. Afirma que quem mora na favela é violento e banaliza a instituição família que aos poucos vem se deteriorando justamente com a contribuição destes tipos de programas.
Mostra também que para quem não possui emprego a crise financeira é uma dificuldade a mais enquanto para os empregados se torna um risco. Já para os autônomos a procura pelo serviço diminui na temporada de crise o que na realidade não é diferente.
Vale ressaltar que o programa consegue fazer graça representando aquela relação antiga entre genro e sogra que já está ultrapassada e apelam para a gritaria.
Assim como todo e qualquer programa, Toma lá da cá consegue influenciar sim no comportamento de quem o assiste. É o modo de falar, que se vê comentando na rua como, por exemplo: “Lá em Pato Branco e daí”, “Prefiro não comentar” que são reproduzidos de boca em boca por quem não percebe que está sendo utilizado pelo meio de comunicação de massa que tenta definir como devemos ser.

Vamos tentar inverter os papéis?

Tentei através do programa de edição de fotos, Picasa, dar um choque de realidade com as imagens de Toma Lá Da Cá, programa de humor da Rede Globo. As vezes passamos boa parte do nosso tempo ligados à ficção e equecemos do mundo a nossa volta que na maioria das vezes só aparece na TV como motivo de chacota ou sensacionalismo barato.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Exposição da intimidade alheia

O filme "O Show de Truman" mostra com muita habilidade as artimanhas utilizadas pelo meio de comunicação de massa para seduzir o telespectador nos mais diversos aspectos, sejam eles econômicos, sociais, culturais ou de valores.
O protagonista do filme, personagem Truman Burbank, é um vendedor de seguros, que vive vigiado por câmeras de televisão, vinte e quatro horas por dia. Ele leva alegria e esperança para milhões de telespectadores em todo o mundo, sem saber que é a estrela de um reality show e que se tornou um instrumento de alienação das pessoas.
Uma nova forma de ver o mundo é empurrada de goela abaixo sem se haja uma preocupação com os ideais dos outros. O programa determina como as pessoas devem agir deixando-às cegas para outras escolhas. Esse fato pode ser observado nas cenas em que aparecem as garçonetes, os policiais, as duas senhoras e o rapaz da banheira, pois essas pessoas estão constantemente assistindo ao show, inclusive em seus locais de trabalho e no correr da noite sem que se tenha uma posição critica com relação ao que ver.
A mídia é a grande responsável por mobilizar, chamar e prender a atenção do telespectador para atender o que o sistema de domínio exige. O meio de comunicação que poderia ser utilizado como mediador de uma conduta ética, que respeite as diferenças, a forma de pensar e agir é corrompido por um sistema dominador que visa somente o lucro.
Comparando essa história com a vida real, não é muito diferente. Vivemos em um meio em que quem pode mais decide qual roupa vamos usar, o que vamos comer e até sentir em determinado momento. Encontrar quem não atende esses padrões é difícil até porque ainda não somos preparados para lidar com isso. Quem resolve desviar-se desses padrões corre o risco de ser rejeitado pela própria sociedade.
É de repente a criança que sente fome por que não pode comprar comida pedir dinheiro para comprar a bota da Xuxa, que apareceu no horário do programa infantil e por aí vai.
Há quem assista o filme e consegue ter a mesma impressão dos telespectadores do reality show mostrado na trama. Parece não fazer diferença nenhuma em sua vida. A história nos alerta e ao mesmo tempo mostra como somos dominados pela mídia, que tem uma capacidade incrível de alienar as pessoas.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Caminho das Índias









Fernanda Gomes

A Trama trás para a televisão, um enredo com temas que vão desde o amor, a sanidade e a loucura. Uma história cheia de contrastes com crenças e valores distintos entre ocidente e oriente.
A paixão proibida entre dois indianos de origens diferentes chama a atenção centralizando praticamente toda a trama.


A novela apresenta com muita propriedade uma diversidade de temas, entre eles estão: Doenças, sentimentos e ações negativas, amor e relacionamentos, saúde mental, cultura indiana, violência entre outros. Cada um desses assuntos é discutido com um pouco de realidade e ficção. Algumas vezes informa, outras corrompe. Como o caso da violência e traição. O comportamento entre mulheres traídas, que deveriam no século em que vivemos ser tratado sem violência, a novela diz que é com vingança, agressões que se resolve.


Por outro lado a trama faz essa relação entre culturas e valores que faz com que o telespectador busque um ponto de identificação entre elas. Na índia o Dálit , considerado um intocável, é trado com tanta humilhação que lembra os mendigos existentes nas nossas cidades que não são tocados não por serem dalits, mas por serem sujos.


É um preconceito que distancia as pessoas seja ele por cor, raça, classe social ou até mesmo por doença. Caminho das Índias pauta a esquizofrenia, uma doença assim como outras, que não escolhe classe social, e mostra a realidade de um esquizofrênico que precisa lutar contra a doença e ao mesmo tempo contra o preconceito. Uma discussão sensata e importante.

Vale ressaltar que a novela dá uma importância desnecessária para questões como crime de falsa identidade, o mundo dos ricos que atravessam o continente com uma facilidade tremenda e que representa apenas uma pequena parte do nosso Brasil, mostrando o tamanho da diferença entre essas classes sociais. Deixa o pobre cada vez mais descrente de que para se viver não basta apenas ter pão na mesa todos os dias, mais precisa também esbanjar dinheiro comprando carros caríssimos e viajando pelo mundo afora. Que ter dignidade não basta, precisa ser psicopata, pra conseguir o que quer.


Além disso a novela, o meio pela qual é exibida, tenta impor que o telespectador consuma os produtos apresentados de forma subliminar, caso contrário é um fora de moda. Assim como o modo de falar, de se vestir, de se comportar e pensar, que também é influenciado pela trama.

AREBABA!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

“O quarto poder” e “Muito além do cidadão Kane”

O filme, O Quarto Poder, do diretor Costa Gravas, conta à história do repórter Max Brackett (Dustin Hoffman). Num dia comum, em que ele cobria uma matéria em um museu sobre a falta de pagamento dos funcionários, o ex-funcionário Sam Baily (John Travolta) invadiu o lugar e fez de reféns algumas crianças que estavam no local.Enquanto isso, o repórter que estava no banheiro, viu que não poderia perder a oportunidade de fazer uma matéria exclusiva e fez seus contatos com o jornal onde ele trabalhava. Mas a notícia foi se espalhando e várias emissoras de TV já estavam na frente do museu, prontas para saberem mais sobre o que estava acontecendo lá dentro. O repórter ofereceu ajuda a Sam dizendo que poderia limpar sua barra, cobrindo a matéria e provando que ele era inocente.O filme discute o poder da mídia sobre a opinião pública, fazendo uma espécie de jogo com as suas emoções. Quando as emissoras exibiam imagem positivas de Sam, o público ficava a favor dele, mas quando outras redes divulgavam imagens denegridas, o público se posiciona contra. Pode-se perceber também, sensacionalismo no filme, quando o jornalista em vez de ajudar Sam, manipula a informação para prejudicá-lo.O jornalista passou por cima da ética, pois sua missão era de informar a verdade. Percebe-se isso quando são editadas entrevistas feitas com a família de Sam, de forma a parecer que todos estavam contra ele. Costa Gravas discute o poder e a manipulação da mídia para favorecer os interesses de terceiros, e em busca da conquista de audiência. Na verdade, a imprensa é o primeiro poder no momento de construir uma imagem e também de destruí-la, não importando se para isso irá prejudicar pessoas e atrapalhar vidas.Já o documentário, Muito além do cidadão o documentário mostra, o domínio crescente da TV Globo na imprensa brasileira envolve contratos ilegais com empresas estrangeiras, um apoio incondicional aos governos ditatoriais no Brasil e tudo o que estiver a seu alcance para garantir seus interesses — o que inclui até a manipulação de debates políticos para eleger o governo, como ocorreu no caso Collor de Mello. Mais do que isso, o filme explica como funciona a política brasileira de comunicações e os critérios arbitrários pelos quais se concedem e renovam as concessões de canais de televisão e rádio. Para ser sincera eu ainda não tinha lido sobre a existência deste documentário, mas já havia percebido o domínio e a manipulação da informação pela rede globo.
Fontes: http://criticanarede.com/kane.html e http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/cultura/setedicao/cultura4.htm

Olá amigos,
Estou de volta com este blog para darmos uma nova cara a ele. A partir de agora com a sua ajuda, é claro, vamos mostrar os caminhos, os horizontes que a arte pode proporcionar as nossas vidas. Este será nosso ponto de encontro para discutirmos questões relacionadas aos mais variados assuntos que envolve a arte. Fiquem todos avontade para opinar e contribuir com as discussões.
Um grande abraço!!!